Fake News: uma nova doença?


Por Keyla Assunção



Pandemia. Covid-19. Coronavírus. Fake News. Como se já não bastasse a presença de um vírus maligno e muitas vezes fatal ainda temos de lidar com uma enxurrada de fake news sendo repostadas de forma irresponsável pela população. Não venho aqui falar sobre fake news supostamente divulgadas por políticos, mas sim pelos cidadãos comuns. Que fase, leitores (as)!


Atualmente, a facilidade em simplesmente repassar uma informação, que supostamente é

verdadeira, é tão rápida que as pessoas não têm a mínima precaução. O que importa é passar adiante. Seja o que for. Tudo por um clique. E àquilo torna-se viral. Muita gente acredita e vai repostando. E ainda existem os que reclamam arduamente sobre o trabalho da imprensa. Imprensa marrom. Imprensa mentirosa. Fácil apontar o dedo. Que feio!


Com a moderna tecnologia e o Google não é difícil descobrir se algo é falso ou verdadeiro. Basta uma pesquisa simples. E pronto! Enfim, não é necessário ser um jornalista investigativo ou um ninja em investigação. Basta querer procurar a verdade. Tirar as nádegas da poltrona e procurar. Vai achar! É simples. Citarei alguns vídeos que são exemplos bizarros vistos recentemente:


* Pastor Adélio lança máscara invisível por 300 reais. A máscara tem o poder de evitar o

contágio do vírus. Com uma simples busca na internet descobri que na verdade trata-se de um personagem criado pelo humorista O humorista Márcio Américo. Apenas uma sátira, mas os irresponsáveis acreditaram e pronto. Publicaram.


* Sereia (ou algum bicho parecido com ela) numa área do Amazonas. Basta olhar o vídeo com calma para ter a certeza de que não se trata da figura da mitologia, presente em lendas que serviram para personificar aspectos do mar ou os perigos que ele representa.


* O esfaqueador Adélio Bispo, que atacou o então candidato à presidência do Brasil Jair Messias Bolsonaro, dentro de uma ambulância como se estivesse com Covid-19. Uma montagem de imagens toscas e de péssimo gosto. Só caiu nessa quem quis.


* Outro que bombou foi o vídeo do episódio “Peste” (2×14), de 13 julho de 2003, da série “O Vidente”, exibida nos Estados Unidos, entre os anos 2002 e 2006. Ocorre que em 2002 houve o surto de SARS, que teve origem na China em novembro daquele ano, e que se espalhou por cerca de 30 países. No dia 5 de julho de 2003, a OMS declarou que a SARS havia sido contida, embora tenha havido o registro de novos casos posteriores a essa data.


Obviamente, os produtores e roteiristas da série tinham pleno conhecimento da SARS e o que estava acontecendo pelo mundo naquela época! E, caso ainda seja necessário explicar, o SARS- CoV pertence à mesma família do SARS-CoV-2 (compartilham cerca de 79% do material genético). Ou seja, existem semelhanças! Ah, mas e quanto à “abençoada” cloroquina? Esse medicamento foi sintetizado pela primeira vez em 1934 e amplamente prescrito para a prevenção e tratamento da malária, doenças autoimunes, como artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico. Importante ressaltar que desde a SARS a cloroquina/hidroxicloroquina era conhecida por possuir propriedades bioquímicas consideradas “interessantes”, e que, talvez, pudessem ser aplicadas contra algumas infecções virais. Isso já vinha circulando no meio acadêmico e continuou sendo discutido em outros artigos nos anos de 2004 e 2005. Portanto, a série não previu a utilização da cloroquina em relação ao COVID-19 (SARS-CoV-2).


* Profissionais da área da saúde dando as costas enquanto um carro oficial transporta uma

autoridade. Essa pérola foi divulgada como sendo enfermeiros e médicos brasileiros em ato de repúdio ao prefeito Bruno Covas, da cidade de São Paulo (SP). Esse vídeo é real, mas foi feito com imagens de um hospital na Bélgica. Enfermeiros e outros profissionais protestaram contra a primeira-ministra Sophie Wilmès. Logo, o vídeo não tem nenhuma relação com o Brasil.


Pare e reflita suas atitudes irresponsáveis nas mídias sociais. Se não tem certeza, não

compartilhe. Se duvidou, pesquise. Responsabilidade já!


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* Keyla Assunção possui mais de 20 anos de experiência. É Bacharel em Jornalismo pela pel UNIFIAM. Com especialização em Comunicação Empresarial e Institucional pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre outros cursos, atualmente sou repórter de alimentação e saúde no portal VivaBem (UOL), além de assessorar clientes nos segmentos de beleza e saúde. Durante quatro anos foi assessora de imprensa e comunicação do Centro Paula Souza, instituição vinculada ao Governo do Estado de S. Paulo que administra as Fatecs e Etecs. Atuou nas revistas CARAS, Viva São Paulo, Brooklin Magazine, Guia da Boa Escola e Vestibulando. Ocupou o cargo de editora-chefe dos portais Bela e Feminina. Foi também repórter especial das revistas INCLUIR e CASA – Projeto&Estilo.


Email: keylaassuncao@gmail.com

Instagram: @assuncao_comunicacao


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